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Showing posts from February, 2021

Alguém que me compreende

Hoje recebi uma chamada inesperada do meu ex-cunhado, o Sr. T. Ligou-me depois de ter visto uma publicação minha relativa à minha relação. Disse-me que está preocupado com o que vai no meu coração e prontificou-se a ouvir-me e ajudar-me neste processo por que eu estou a passar. Ele foi casado com a minha cunhada, a Sra. L que é irmã da minha ex-mulher. No meio da conversa ele deu-me o seu ponto-de-vista sobre alguns assuntos e deu como exemplo o que ele passou. Eis quando não é o meu espanto que o Sr. T depois de se separar da mulher veio a descobrir que ela tinha andado a fazer exactamente o mesmo que a Sra. S. Um valente par de chifres para enfeitar o capacete do meu ex-cunhado. Conversa puxa conversa e lá acabei por descobrir que ele também andou anos a tentar salvar o casamento dele, pedindo à ex-mulher para falar com ele, para lhe explicar o que achava que estava mal e para pelo menos fazerem as pazes das discussões que tinham. Sabem qual foi o resultado?? Pois. Silêncio do lado c...

Reconhecimento do erro

Eu ainda vou trabalhar os prólogos porque há muita coisa para contar. Mas ainda tenho muita coisa no meu dia-a-dia que me leva a desesperar e que me faz descarrilar. É como se andasse numa montanha-russa e cada vez que faço um 360º acabo por desdizer o que já tinha dito porque me apercebo de mais alguma coisa que me foi feita. Não sei bem em que dia foi mas deve ter sido no início desta semana que passou, confrontei a minha ex-mulher com uma inevitabilidade. Não é possível vivermos os 2 debaixo do mesmo tecto e ainda falta muito tempo para eu ter casa, que só deve estar disponível em Abril. Acontece que eu todos os dias descubro mais pormenores sórdidos do que ela me andou a fazer e todos os dias tenho que mamar ou com chamadinhas para o namorado, ou com a saidinha para ir namorar ou com as mensagenzinhas no facebook messenger. Expliquei-lhe que estou a um passo de dar em louco com esta merda toda que ela trouxe para a nossa vida e disse-lhe que podia ao menos reconhecer a merda que an...

Prólogo IV

Ninguém tem memória para 27 anos de vida. Muito menos eu que tenho cérebro de galinha. Mas tenho muitas imagens que me ficaram gravadas na memória. Só na memória, porque infelizmente não tenho fotografias nenhumas com a minha deusa. Tenho fotografias dela e fotografias minhas. Zero fotografias nossas sem ser de casamentos e mesmo essas são só 2 ou 3. Essas imagens que eu tenho gravadas nem sempre são claras. Nalguns casos associo-as a certos momentos quando na realidade são de outros. É normal, creio eu, mas é uma pena porque as coisas são para nos lembrarmos delas, com alegria ou na pior das hipóteses com saudade. O que acontece é que muitas delas já nunca mais as conseguirei lembrar. E não faria mal se eu passasse o resto da minha vida com quem amo. Mas o problema é que agora já só tenho a minha filha, que é a imagem viva do meu amor pela minha mulher, e a porra das poucas memórias que vou conseguindo alcançar. --- Já o disse aqui antes, no início quase que não falávamos. A paixão er...

Prólogo III

Na mensagem anterior terminei com o raciocínio de que foi um milagre a minha mais que tudo ter aceite a minha proposta de namoro. Mas aceitou. E o que é facto é que isso veio mudar muita coisa. Para começar, já estávamos livres da necessidade de ter que sair em grupo. Já não éramos 2 pessoas que só se viam porque um primo e uma irmã os convidavam para sair. Não. Agora tínhamos uma relação que provavelmente iria durar uns dias ou umas semanas (a olhar para o que me tinha acontecido no passado) mas que me colocava numa situação em que podia telefonar para a minha mais que tudo e convidá-la para sair quando eu quisesse e não quando o meu primo tivesse tempo. Até porque esse timing podia não coincidir com o dia de folga da minha futura sogra. Nessa altura eu já levava o carro do meu pai quando ia ficar a casa dos meus tios. Mas não podia fazê-lo para sempre porque o meu pai também precisava do carro aos FdS senão tinha que ficar ali fechado em casa. Tendo-me tornado namorado d...

Prólogo II

Falei-vos das mãos da minha mulher? Ex-mulher, Sr. R. Sim, isto vai custar a sair naturalmente cada vez que o digo. Bom, há homens que começam por olhar para o traseiro, outros que olham para a prateleira, outros para as pernas...eu sou tramado: olho logo para as mãos. E sou esquisito como um raio. Para mim as mulheres deviam todas ter mãos perfeitas, com unhas de verdade (também perfeitas), com ou sem verniz. Mas só verniz, que essa coisa de unhas postiças até me faz urticária. Admito que entre as duas coisas que mais saltam à vista eu dou prioridade aos peitos, mas aquilo que me tira do sério são as mãos. E de certa maneira os cabelos, que pelo que entendo têm muito em comum com as unhas. Infelizmente poucas são bafejadas pela sorte de terem mãos parecidas com as da minha mais que tudo. E vocês não estão bem a ver. Sabem aquelas fitinhas elásticas para agarrar o cabelo? E uma fitinha dessas no pulso dela? Com as unhas naturais dela? A verdade é que eu tenho imensa sorte ...

Prólogo I

Olá audiência. Ou seja, olá amor da minha vida. Se estiver alguém a ler isto, o mais provável é que sejas tu. Tu ou um John Doe ou uma Jane Doe da vida que sem querer se tenham enganado ao escrever algo no motor de busca. Vamos lá tentar explicar isto da melhor forma possível. Sou filho dum casal da classe média pobre, nascido no ano da revolução dos cravos, que cresceu num bairro da periferia de Lisboa à entrada de Odivelas chamado Sr. Roubado. Nos anos 80 ninguém sabia o que era ou onde era o Sr. Roubado. Era um bairro com 3 ruas e menos de 100 metros. Vá, tinha 3 cafés, uma papelaria, uma padaria e um restaurante. Acho que algumas pessoas só sabiam da sua existência porque ouviam falar duma paragem de autocarro que tinha esse nome. A minha infância foi muito feliz. Recordo-me muito bem de todos os meus amiguinhos e amiguinhas lá da rua, e do colégio onde andei. Naqueles tempos os miúdos podiam brincar na rua sozinhos por eles próprios, e como a rua onde eu morava era e...